Projeto Criolina, Cacuriá de Dona Teté e Família Grão de Luz e Griô são alguns dos destaques da noite
DANIELA ESPINELLI
MÔNICA RIBEIRO E RIBEIRO
Em sua abertura, a Teia 2008 traz uma programação artística diversificada. Com início às 20 horas, sobem aos palcos os baianos da Família Grão de Luz e Griô, de Lençóis - região da Chapada Diamantina - que mostram ao público sua música com origem nos tambores da África, incrementado com maracatu e sons de raiz negra, como blues, reggae e rap.
Na seqüência, às 20h30, Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro, de Brasília, trazem um pouco de seu Samba Pisado, marcado pela batida do tambor personalizada pelo grupo.
Às 21h, é a vez da banda Rádio Casual fazer o seu show musical mesclado com teatro de mamulengos (bonecos / marionetes) juntamente com o grupo Ao Mestre com Carinho.
Com a dança típica do Maranhão --o Cacuriá-- o ponto de cultura Laborarte apresenta o grupo de Dona Teté, às 22h00. Criado em 1986, o "Cacuriá de Dona Teté" já se apresentou até em Portugal. Para quem não conhece, a dança faz parte da festa do Divino Espírito Santo e é formada por um grande círculo acompanhado de instrumentos de percussão chamados de Caixas do Divino (tambores).
Um pouco antes, às 21h30, outro representante da expressão popular maranhense, o "Cacuriá Filha Herdeira", de Brasília, também demonstrará a sua dança folclórica. Dona Elisene de Fátima foi a responsável pela fundação do grupo em 1993, em Sobradinho (DF). Mais do que manter essa cultura, ela perpetuou a tradição de seus pais --Dona Florinda e Senhor Lauriano-- considerados os criadores do cacuriá em São Luís do Maranhão (de acordo com registro de Paula de Fátima, pesquisadora de cultura popular).