
O secretário de Programas e Projetos Culturais do Ministério da Cultura (MinC) fala sobre os desafios no horizonte dos Pontos de Cultura.
Carlos Minuano
Com o tema "Iguais na diferença", em comemoração aos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a TEIA, encontro nacional dos pontos de cultura, será realizada este ano em Brasília, entre 12 e 16 de novembro – atualmente são 850 pontos de cultura espalhados em todo Brasil. Quatro anos à frente do projeto, o secretário de Programas e Projetos Culturais do Ministério da Cultura (MinC), Célio Turino, se diz com freqüência diante a uma dúvida dialética sobre seu próprio papel: militância ou estado? Eis a questão. "Sou um servidor público", responde a si próprio. A indagação, segundo ele, é conseqüência das limitações de seu cargo no governo. "Ser governo não significa ser Estado, e por ser apenas uma parte dele, sofremos uma série de amarras". O caráter do Estado é de servir para a defesa de setores e segmentos sociais. "É um instrumento de dominação de classes", acrescenta.
Para o secretário, a partir do governo Lula, ocorre um processo peculiar de disputa e de novas experimentações, um cenário novo em que o povo vai se amalgamando com o Estado e ocupando novos espaços. No horizonte do programa Cultura Viva, Turino aponta mudanças e números otimistas. Com a descentralização do programa, R$ 9,5 milhões deverão sair de cofres estaduais; enquanto o Governo Federal destinará R$ 141 milhões para os editais de 2008. Saiba mais na entrevista, concedida a este repórter durante encontro da Rede Mocambos, realizada em agosto, na Casa de Cultura Tainã, em Campinas, SP.
Carlos Minuano - Como superar os obstáculos impostos por entraves do estado?